quinta-feira, dezembro 07, 2006

30º Aniversário da JSD de Vila Nova de Famalicão

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No âmbito da comemoração concelhia do 30º Aniversário da Juventude Social Democrata, lançou esta estrutura politica de juventude uma pequena publicação contendo testemunhos de todos aqueles que estiveram à frente dos seus destinos. Ao honroso convite para prestar um breve depoimento sobre o Dr. Francisco Xavier Martins Marques da Fonseca, um grande amigo, companheiro e colega no seu escritório, onde iniciei a advocacia, não podia deixar de responder afirmativamente.
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" De entre o vasto leque de amigos que deixou, solicitaram-me um testemunho sobre o Dr. Francisco Xavier Martins Marques da Fonseca. Aceitei o desafio. Faço-o com muito prazer, mas em nome de todos. Conheci pessoalmente o Francisco Marques da Fonseca, em 1987, numa altura em que já era um conhecido quadro da JSD e do PSD. Longe estavam, pois, os tempos em que, fugazmente, passara pela União dos Estudantes Comunistas. Membro do Conselho de Jurisdição Nacional da JSD, destacara-se anteriormente como dirigente estudantil na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde se formaria. Há época já brilhava como deputado à Assembleia Municipal, cuja Lista de Candidatos integrara ainda estudante e como primeiro elemento da JSD nas eleições autárquicas de 1985. Fernando Barroso, recentemente falecido, era o candidato à Câmara Municipal. Não foram fáceis os tempos na sua passagem pela JSD. A crise ocorrida no PSD em 1988, na sequência da descida compulsiva do Futebol Clube de Famalicão da primeira divisão para a terceira, provocaria demissões várias e feridas internas que levariam o seu tempo a sarar, com reflexos directos na vida da estrutura política juvenil. Sob a sua presidência, foram lançadas as sementes para uma nova postura e uma nova ambição da JSD de Famalicão, que haveria de dar os seus frutos anos mais tarde. A afirmação da importância da JSD no meio autárquico, a necessidade de a concelhia assumir a merecida representatividade ao nível das estruturas distrital e nacional, a liderança e a visibilidade mediática da JSD em matéria de política de juventude, foram os três grandes vectores da comissão política que liderou. O Chico, para os amigos mais íntimos, era “viciado em política”. Acordava a pensar em política, adormecia a pensar em política. Foi um político de espírito irreverente e frontal, combativo e inconformado. Tinha uma personalidade obstinada, mas sempre foi leal, sincero e eticamente escrupuloso. Democrata convicto, granjeou o respeito e a consideração de todos os partidos e no seu estilo exuberante, sempre se sobressaiu dos demais, também pelos seus talentos de tribuno e dos seus dotes de parlamentar. Um dos melhores que a JSD e o PSD de Famalicão, conheceu até aos dias de hoje. No dia 29 de Março de 1998, no conhecido “itinerário da morte”, o IP 5, o Chico, com apenas 35 anos, conheceu a morte, vítima de um trágico acidente de viação. Um grande amigo, com quem muito aprendi e que continua a constituir uma das minhas grandes referências políticas, foi traiçoeiramente roubado à família, aos amigos e aos companheiros. Deixou um grande vazio e muitas saudades".

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