segunda-feira, janeiro 18, 2010

Barómetro: Risco de pobreza atinge 18% dos portugueses


O risco de pobreza em Portugal após as transferências sociais é superior à média dos 27 países que compõem a UE.
Os dados constam num relatório do Eurostat relativo a 2008, hoje divulgado. O documento indica que 17% da população da UE enfrenta risco de pobreza. Bulgária, Roménia, Hungria e Letónia são os países onde o problema é mais preocupante. Em sentido contrário, Luxemburgo, Holanda e Suécia são as nações com índices de pobreza mais baixos, ou quase inexistentes. Quanto a Portugal, o risco de pobreza atinge 18% da população sendo, por isso, superior à média da UE a 27 países.
O documento revela ainda que 64% da população portuguesa não tem capacidade financeira para gozar uma semana de férias por ano fora de casa, sendo que este valor é apenas superado por três outros países da União Europeia - Hungria, Malta e Roménia. Por outro lado, 35% das famílias portuguesas não conseguem manter a sua casa devidamente aquecida, percentagem essa que bate qualquer outro país europeu.
O mesmo relatório mostra que em 20 dos 27 Estados-membros as crianças e os idosos correm um maior risco de pobreza que o resto da população em geral, uma vez que não trabalham.
Em 2008, 20% dos jovens europeus, com menos de 17 anos, estavam em risco de pobreza, sendo as situações mais alarmantes vividas na Roménia, Bulgária e Itália. Em Portugal, a taxa era de 23%.
Quanto à população mais idosa, o gabinete de estatísticas comunitário revela ainda que 19% das pessoas com mais de 65 anos estavam enfrenta risco de pobreza em 2008. Os países de maior risco eram sem dúvida o Chipre (49%), Estónia (39%) e Bulgária (34%), ao passo que na Hungria, Luxemburgo e República Checa verificaram-se as taxas de risco mais baixas entre os idosos. Em Portugal, 22% da população idosa corria risco de pobreza em 2008.

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