segunda-feira, novembro 06, 2006

AZIMUTE - O "Governo da Mentira"

. Tantas são as mentiras praticadas ao longo do mandato que, José Sócrates, se arrisca a ficar para a história como o primeiro-ministro do “Governo da Mentira”. Prometeu a não subida de impostos, mas a verocidade fiscal do seu Governo logo se fez sentir em 2005, com os portugueses a pagaram mais impostos. Continuou em 2006, com um dos maiores aumentos da carga fiscal vividos no Portugal Democrático. Novos aumentos estão previstos no Orçamento de Estado para 2007. Garantiu que, caso fosse eleito, as auto-estradas sem custo para o utilizador (SCUT) iriam permanecer sem custos. “Foram obras socialistas. Não seria agora, pela mão do PS, que as portagens se tornariam realidade”. Contra tudo o que antes dissera, José Sócrates, cedo quebrou esta promessa. Afiançou que jamais cometeria o “erro” de aumentar as “taxas moderadoras”, por si classificadas de “novos impostos”, mas chegado ao poder, aí está o alargamento das “taxas moderadoras” aos internamentos e actos cirúrgicos. Anunciou a descida em 6% no preço dos medicamentos, mas deliberadamente omitiu que, em simultâneo, a comparticipação do Estado também iria baixar. Propagandeia vagas de investimentos privados e de investimentos estrangeiros, na ordem dos 19 mil milhões de euros, mas a verdade é que nos últimos três semestres o investimento privado não parou de baixar, o investimento público está suspenso e o estrangeiro continua lá fora. Só no segundo trimestre de 2006, o investimento privado recuou 7,2 % face ao período homólogo. Prometeu reduzir o número de funcionários públicos em 75 mil. “Por cada dois funcionários que saírem, só entra um”, dizia então. O número de funcionários públicos não só aumentou em 2005, como continua a aumentar em 2006. No primeiro semestre deste ano saíram da Administração Pública 12.254 pessoas e entraram 22.420 pessoas. Afinal entraram dois por cada um que saiu… Asseverou aos portugueses, controlar a Despesa do Estado, mas segundo dados da Direcção Geral do Orçamento, relativos ao período de Janeiro a Julho de 2006, o Défice aumentou 5,5, % face ao mesmo período de 2005 e a Despesa, ao invés de crescer no máximo 1,2%, está a crescer a 7,6%. O sacrifício pedido aos portugueses, que todos os dias emagrecem os seus orçamentos familiares, serve para continuar a engordar o monstro que é o aparelho do Estado. No Orçamento para 2007, a despesa pública sobe mais dois mil milhões de euros, atingindo o valor recorde de 72 mil milhões de euros. A continuar assim, o esforço e a coragem que muitos reconhecem a José Sócrates, jamais chegará para a sua absolvição. Artigo publicado no semanário “Opinião Pública”, edição de 03 de Novembro de 2006.

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