domingo, março 12, 2006

Fim-de-Semana com TTT e Rally Paper

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Com o patrocínio do Pelouro da Juventude da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, realizaram-se neste fim-de-semana, o III Passeio TTT e a 1ª Edição do Rally Paper “Rota dos Bares de Vila Nova de Famalicão”. “Na Rota do Vinho Alvarinho”, foi a sugestão da Associação de Estudantes da Escola Superior de Saúde do Vale do Ave (ESSVA) para a realização do seu III Passeio TTT. Partindo de Vila Nova de Famalicão, na manhã de sábado, os participantes pararam em Arco de Valdevez para o almoço, seguindo para Melgaço, onde pernoitariam. O dia de domingo foi destinado à prática de “rafting” no Rio Minho, visita aos museus da Vila de Melgaço, com regresso a Famalicão, passando por Viana do Castelo e Braga. O Rally Paper “Rota dos Bares de Vila Nova de Famalicão”, organizado pelos bares do concelho, decorreu durante o dia de sábado e teve por objectivo, segundo a organização, “a dinamização e informação dos participantes acerca dos monumentos, museus, arqueologia, festas e romarias, artesanato e outras actividades do concelho”.

III Congresso dos Autarcas Social Democratas

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Manuel Frexes, Presidente da Câmara do Fundão, foi reeleito Presidente da Comissão Política Nacional dos Autarcas Social Democratas
O III Congresso dos Autarcas Social Democratas, que decorreu na tarde de ontem, em Santarém, no Centro Nacional de Exposições, sob o lema "Pensar Global, Agir Local", reconduziu Manuel Frexes, presidente da Câmara Municipal do Fundão, no cargo de presidente dos ASD. Na moção que apresentou ao Congresso, "Um Rumo para o Poder Local", o autarca defendeu o reforço dos poderes tributários dos municípios, no âmbito da lei de financiamento das autarquias, o lançamento de uma derrama sobre o consumo ou a participação directa dos municípios e freguesias numa parte do IVA gerado na área respectiva", a participação nas receitas do Imposto sobre Produtos Petrolíferos, em função da extensão de estradas existentes em cada concelho, e um reforço das taxas sobre actividades económicas que utilizam o solo, o subsolo e o espaço aéreo municipais. No âmbito do ordenamento do território, a moção de Manuel Frexes defendeu a criação de "um sistema on-line de articulação" entre câmaras, finanças, conservatória e instituições geográficas nacionais. O autarca do Fundão propôs também a revisão da lei dos solos e criticou, aquilo que considera ser "uma dependência exagerada de pareceres à administração central" para a gestão de espaços municipais. Jorge Paulo Oliveira e Jorge Silva (Presidente da Junta de Freguesia de Esmeriz), foram os delegados presentes pelos autarcas social democratas de Vila Nova de Famalicão, tendo o segundo sido eleito para o Conselho Nacional dos ASD.

Jorge Alves da Silva, Presidente da Junta de Freguesia de Esmeriz, foi eleito para o Conselho Nacional dos Autarcas Social Democratas. Vila Nova de Famalicão volta a ter um seu autarca nos órgãos nacionais dos ASD.

Breve alocução dirigida ao Congresso por Jorge Paulo Oliveira Como afirmou o Presidente do nosso Partido, Dr. Luís Marques Mendes, também sou daqueles que, prefere ser “politicamente verdadeiro, do que politicamente correcto”. Relevarão certamente por isso, as companheiras e os companheiros, que faça uma intervenção absolutamente dissonante daquelas que me antecederam e provavelmente das que se seguirão. Entendo que este é o momento, este é o local para a fazer. Destinando-se este período, à análise e discussão das duas moções apresentadas ao Congresso, diria, sem sobra de dúvida, que ambas elencam um vastíssimo conjunto de ideias e de contributos que nos permitirão com segurança definir as grandes linhas de orientação política da nossa estrutura, sobretudo naquilo que mais interessa: responder às necessidades dos portugueses através das políticas do âmbito municipal e da freguesia. Em ambas as moções, subjaz uma profunda reflexão sobre o momento actual vivido pelas autarquias locais, sobre os desafios que se lhe colocam, as dificuldades com que se deparam, os caminhos que devem prosseguir. Ambas têm a marca do lema do nosso Congresso "Pensar Global, Agir Local".

Padecem ambas no entanto, de uma pequena, mas não despicienda omissão. Ausência de uma qualquer reflexão interna sobre a actualidade e o futuro que queremos para a nossa própria estrutura. E aqui cabe perguntar, sem rodeios: quantos autarcas social democratas, sobretudo ao nível das assembleias de freguesia, das juntas de freguesia e das assembleias municipais, conhecem verdadeiramente a nossa estrutura? Quantos efectivamente conhecem o muito trabalho que é produzido pelos órgãos da nossa estrutura e o papel determinante que tem para o Poder Local? Quantos vêem na nossa estrutura uma plataforma, que também a é, de apoio, de aconselhamento e de formação dos autarcas social democratas? Poucos. Muito poucos, considerando a existência dos milhares de autarcas social democratas. E Porquê. Porque há, com o devido respeito por opinião contrária, um défice de informação, um défice de comunicação, que desencadeia naturalmente um défice de participação. É importante que se operem mudanças na nossa estrutura. É importante, por exemplo, que quando se fale na essencialidade da aposta do desenvolvimento da sociedade de informação, no recurso às novas tecnologias da comunicação, não mantenhamos o estado verdadeiramente confrangedor em que se encontra o nosso sitio na Internet. É importante, por exemplo, que quando se apela para uma maior participação dos autarcas social democratas na vida da nossa estrutura, não se marquem congressos de quatro em quatro anos, quando os estatutos impõem a sua realização de dois em dois anos. É importante, por exemplo, sobretudo para aqueles que mais reclamam a sua inclusão nos diferentes órgãos da nossa estrutura, não continuem a ser, exactamente aqueles que mais primam pela ausência. O Presidente da Comissão Política Nacional dos Autarcas Social Democratas e recandidato a um novo mandato, o nosso companheiro Manuel Frexes, na sua intervenção inicial assumiu como novos compromissos, melhorar os meus de comunicação da estrutura com os autarcas, aumentar a participação dos mesmos, anunciando a realização durante o decurso do próximo ano, de três grandes encontros temáticos, e aumentar o número de sessões de formação. São compromissos e iniciativas que reforçam e concretizam algumas das atribuições da nossa estrutura, uma estrutura que todos queremos mais forte, mais moderna, mas participada. O Partido Social Democrata pode orgulhar-se de ser o Partido do Poder Local, aquele que ao longo os últimos 30 anos da história do nosso país, mais contribuiu para o desenvolvimento e modernização do nosso país, aquele que mais serviu e dignificou Portugal e os Portugueses. O Partido Social Democrata, precisa dos Autarcas Social Democratas e de que estes possuam uma estrutura forte, moderna e credível. Temos de responder a essa exigência, porque Portugal precisa do Partido Social Democrata.

AZIMUTE - As Directas e o PSD

. Daqui a uma semana, reúne o PSD em Congresso, debruçando-se sobre uma nova revisão estatutária. A eleição directa do líder será seguramente o tema central da discussão. Há quem defenda que o tema não é prioritário, nem o momento oportuno. Discordo. Os estatutos do PSD estão gastos e ultrapassados. Este é o momento para os rever. Encerrada a eleição presidencial inicia-se um novo ciclo, um ciclo de deserto eleitoral, que o PSD deve aproveitar para se reestruturar internamente e preparar o futuro. Nem é anormal fazê-lo quando se está na oposição. O PS, após a derrota eleitoral de Março de 2002, alterou os seus estatutos e reviu a sua declaração de princípios. Além disso, após as últimas eleições internas do PS, o adiamento desta decisão apenas dificultará todo aquele que, num partido político da área do poder, como é o PSD, anseia ter uma liderança forte sem ser eleito directamente pelas bases. Não ouso defender que o PSD passe a ser um partido mais democrático ou que o seu líder venha a ter mais legitimidade se for eleito por sufrágio directo e universal dos militantes. Tão pouco ponho em causa que a democracia representativa não seja capaz de escolher em liberdade os melhores, bastaria pensar no exemplo de Francisco Sá Carneiro, ou que a eleição directa do Presidente do PSD possa garantir o que quer que seja acerca da qualidade do mesmo. Mas ouso defender que se sobrepõem outros valores. O respeito pela vontade individual de cada militante, que não carece de intermediário, a confiança na sua capacidade de decisão e de escolha da melhor solução e do seu melhor intérprete, o combate à tendência natural para o elitismo, o aumento da participação politica e, sobretudo, o aumento do sentido de responsabilidade de cada militante, são valores claramente superiores. Admito que uma escolha por eleição directa pressupõe uma campanha eleitoral, potencialmente geradora de instabilidade na vida partidária. Mas este é um risco da democracia. Mais. Um risco que nem sempre acontece. No PS, as directas foram introduzidas por António Guterres em 1992, mas delas só verdadeiramente nos apercebemos em 2004, no confronto que opôs José Sócrates, Manuel Alegre e João Soares. Mas é sempre um risco que vale a pena o PSD correr. Se a campanha eleitoral for aproveitada para a divulgação e discussão das diferentes políticas e não para as generalidades e banalidades, constituirá um excelente momento para revitalizar a vida partidária, mobilizando muitos militantes afastados da sua vida interna. Não tenho a certeza que o Congresso do PSD venha a aprovar a eleição directa do líder. Se o fizer, mas ficar por aí, isso não chega para melhorar a participação dentro do PSD, nem tão pouco para reforçar a ligação que se deseja cada vez maior entre o PSD e a sociedade portuguesa. Se o PSD quiser caminhar no sentido da modernidade, abrir-se à sociedade civil, democratizar-se e devolver o poder às bases, tem de ir muito mais longe e ser verdadeiramente inovador e reformador em muitos dos seus outros preceitos estatutários. Artigo publicado no semanário “Opinião Pública”, edição de 10 de Março de 2006.

quarta-feira, março 08, 2006

Associação de Moradores das Lameiras - Relatório das acções desenvolvidas em 2005

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A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, tomou conhecimento na sua reunião ordinária de hoje, do Relatório Final das Acções desenvolvidas em 2005 no âmbito do Acordo de Colaboração celebrado com AML relativo à gestão do Complexo Habitacional das Lameiras. Na informação apresentada pelo Pelouro da habitação, pode ler-se que “Resultado do Acordo de Colaboração celebrado e do esforço, empenho e competência demonstrado pela Associação de Moradores das Lameiras, confirmou-se que a obtenção de graus superiores de eficácia, em termos de agilização de procedimentos e celeridade de decisões, se obtém pela maior proximidade dos decisores em relação aos bens a gerir”. A parceria entre a autarquia e a AML surgiu na sequência da transmissão do património do IGAPHE para o Município de Vila Nova de Famalicão, ocorrida em 2004, altura em que a autarquia decidiu protocolar com aquela conhecida associação de moradores a gestão daquele complexo habitacional que comporta um total de 290 fogos. Conforme o teor do Relatório Final, foram em síntese, levadas à prática um vasto conjunto de acções que passaram, desde logo, por obras de conservação e de reabilitação (levantamento e impermeabilização dos patamares 20 e 21, contemplando 30 habitações, pintura do interior das torres de escadas e todos os gradeamentos do edifício, pequenas reparações em diversas casas, substituição de canalizações, colocação de papeleiras, etc.). Fruto do mesmo Acordo de Colaboração, que conduziu à criação de 3 postos de trabalho (uma técnica de Serviço Social, uma empregada de limpeza e um escriturário a tempo parcial), foi possível a realização de 412 atendimentos no Gabinete Social a cerca de 125 famílias; 54 Visitas a 39 casas, iniciativas de sensibilização ambiental com os moradores, acompanhamento de situações de vulnerabilidade económica, social e até afectiva, promoção de diversas acções de carácter cultural e recreativo, consciencialização dos moradores para o pagamento da renda, entre muitos outros. O total das transferências do município para a Associação de Moradores das Lameiras ao abrigo deste acordo, foi de 102,000,000 €, no ano de 2005.

Universidade Junior

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Por proposta conjunta dos pelouros da Juventude e da Educação, a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, na sua reunião de hoje, deliberou aderir ao projecto “Universidade Júnior”, promovida pela Universidade do Porto, que tem por objectivo abrir as portas das faculdades e dos centros de investigação, daquela instituição de ensino superior, colocando-os à disposição dos jovens dos 11 aos 17 anos, durante as suas férias escolares de Verão. Pensada com o intuito de sensibilizar os jovens pré-universitários para as Ciências, as Artes e as Letras, numa semana, os jovens participantes da “Universidade Júnior” terão a oportunidade de contactar com diversas áreas de ensino e da investigação e ficarem a conhecer o que se faz no dia-a-dia da universidade, enquanto aprofundam conhecimentos nas áreas de estudo que mais gostam. Concretiza, igualmente, um importante contributo para a orientação vocacional de cada jovem. A “Universidade Júnior” é constituída por duas Escolas, uma Escola de Línguas e uma Escola de Física, e três programas específicos, adequados a cada faixa etária:

  • Projecto “Experimenta no Verão”, dedicado aos mais novos (alunos dos 5º e 6º anos) traduzido na realização de um conjunto de actividades diárias multidisciplinares;
  • Projecto “Oficinas de Verão” que tem por destinatários os jovens dos 7º e 8º anos, onde poderão executar quatro projectos, em diferentes áreas de conhecimento científico;
  • Projecto “Verão em Projecto”, para os alunos do secundário (9º, 10º e 11º anos), em que cada aluno irá desenvolver um projecto individual, relacionado com as preferências pessoais manifestadas aquando da inscrição.

A autarquia famalicense, considerando que a formação superior dos jovens deve constituir um factor de preocupação da sua politica educativa e de juventude, acedeu ao convite da Universidade do Porto, comprometendo-se a proceder à divulgação do programa de Verão da Universidade Júnior junto das diversas Escolas do Município e de apoiar os jovens munícipes famalicenses interessados em frequentar aquelas actividades.

domingo, março 05, 2006

AZIMUTE - Um ano depois das legislativas

. A 20 de Fevereiro de 2005, a maioria mudava em Portugal, depois de uma enxurrada de promessas. O Partido Socialista vencia as eleições legislativas, com um resultado histórico. Pela primeira vez, na sua longa história de poder, o PS obteve a sua primeira maioria absoluta. Um ano não é suficiente para, com justiça, se fazer um balanço da governação. Num ano não se corrigem os defeitos estruturais do país e a verificação dos resultados das medidas encetadas carecem, por vezes, de prolongados períodos de tempo. Já não será injusto afirmar, porém, que ao fim de um ano de governação socialista, a economia está pior, as finanças públicas estão pior, os portugueses vivem pior. A taxa de desemprego que em 2004 era de 6,7%, subiu em 2005 para 7,7%. O ano transacto terminou com um recorde de desempregados, mais de meio milhão. Destruíram-se 57 mil postos de trabalho e o desemprego atingiu o valor mais elevado dos últimos 20 anos. A promessa da criação de 150 mil novos empregos continua uma miragem. O défice público que em 2004 se quedou nos 3,0% subiu para 6,0% em 2005. Para quem tanto ridicularizara o combate ao défice das contas públicas do anterior governo PSD-PP, este é um resultado desastroso. E convém não esquecer que, foi em nome desse mesmo combate, que o primeiro-ministro, José Sócrates, justificou o agravamento dos impostos e o não cumprimento de uma promessa eleitoral. A este propósito refira-se, ainda, que a avaliação que a Comissão Europeia fez do Programa de Estabilidade e Crescimento apresentado pelo Governo Português, não é animador. Alarme pelo disparo da dívida pública, para mais de 72% do PIB em 2007, quando o limite é de 60%, reserva quanto às previsões de crescimento económico e preocupação com a qualidade da despesa pública programada em investimento. Em síntese, existem riscos sérios de incumprimento dos objectivos de saneamento das finanças públicas, com reflexo no défice público e na dívida pública. Em 2004 o crescimento anual foi de 1,2% do PIB Real, em 2005 esse valor desce para 0,5%. Falhou em toda a linha a promessa de crescimento económico e retoma da convergência com a União Europeia. Em 2005 os portugueses pagaram mais impostos. Em 2006 vão pagar mais ainda. Ao contrário do prometido, praticamente todos os impostos subiram. Assistiu-se a um dos maiores aumentos da carga fiscal na história do Portugal democrático: cinco mil milhões de euros. As taxas de juro com referência à EURIBOR/3 meses, acompanhou em 2005, embora em termos menos expressivos, o cenário de agravamento verificado. Subiu uma décima. 2,1% em 2004 para 2,2% em 2005. Em termos dos principais indicadores económicos a única nota positiva encontra-se na inflação. A média anual que em 2004 foi de 2,4 %, tinha no final do ano de 2005 caído uma décima, fixando-se nos 2,3 %. Estes são dados estatísticos. São números objectivos e evidentes para qualquer português. Em 2004 não estávamos bem, em 2005 terminamos pior. Artigo publicado no semanário “Opinião Pública”, edição de 3 de Março de 2006

sábado, fevereiro 25, 2006

AZIMUTE - Polémica longe de fim

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A concelhia socialista famalicense, quase quatro anos depois volta a ter uma liderança escolhida pelos militantes. A polémica iniciada há dois meses não terminou, porém, no passado sábado e ficam por responder ainda muitas interrogações. Nuno Sá, o novo líder local, foi eleito com 526 votos. Um resultado pouco estimulante. Menos 85 votos que os alcançados por Fernando Salgado na conhecida “Eleição da Roulote” e muito longe do milhar de militantes que alega terem subscrito o abaixo-assinado que condenou aquele acto de rua. O facto de se tratar de lista única e o mau tempo que assolou o fim-de-semana não chega para justificar tudo. Há também quem se interrogue para onde foram parar os anteriores 611 votos de Fernando Salgado? Porque não votaram em branco, no passado sábado, como forma de contestação à dita “eleição ilegítima”? Será que redundaram nos 10 votos brancos que agora entraram nas urnas ou apenas terão respondido afirmativamente ao apelo de não participação imputado a um grupo de apoiantes da lista de Fernando Salgado? Conseguirá Nuno Sá afastar a imagem de “mero agente” de Fernando Moniz, como afirmam os seus opositores? Responderá ao desafio lançado por Fernando Salgado, tornando público o abaixo-assinado contendo o alegado milhar de assinaturas ou optará pelo risco de ser visto como tendo faltado à verdade? Poderá inferir-se da sua garantia de não exclusão nem de discriminação de militantes, um apelo futuro aos órgãos superiores do partido para deixarem de fazer aquilo que antes solicitara (“uma actuação disciplinadora clara”), sobre os responsáveis pela “eleição fantasma” de Dezembro? O último acto público conhecido de Fernando Salgado também não parece ter sido muito animador. Ao jantar que convocou, para reagir ao teor do parecer do Conselho Nacional de Jurisdição do PS que confirmou a irregularidade da lista que encabeçava, motivo da sua exclusão, não conseguiu sequer reunir metade dos 93 elementos que a integravam. No ar ficaram também muitas interrogações. Porquê substituir uma expectável conferência de imprensa, por uma simples declaração, deixando os convocados jornalistas sem direito a perguntas? Não é para isso que, em boa medida, servem os comunicados? Porque razão centrou as críticas na pessoa do Presidente da Federação Distrital, cuja decisão foi avalizada positivamente por um órgão nacional da estrutura partidária? Será que pretendeu, indirectamente, dizer que o Conselho Nacional de Jurisdição é um órgão “fantoche” ao ponto de ser controlável por um órgão hierarquicamente inferior? Irá, porventura, recorrer judicialmente daquela decisão tanto mais que afirmou que teria de ser um órgão independente e imparcial a declarar a derrota da Lista que liderava? Irá Fernando Salgado e os seus principais apoiantes, renunciar ou suspender a militância, como já o fez Ivo Sá Machado, ao afirmar que não quer ser confundido com os dirigentes concelhios e federativos ou servirá a ausência de critica aos órgãos nacionais para justificar a manutenção dessa mesma militância? Muitas dúvidas, muitas interrogações, poucas respostas possíveis no momento numa polémica que tudo indicia estar ainda longe do seu término. Artigo de Opinião publicado no semanário “Opinião Pública”, edição de 24 de Fevereiro de 2006

Jovens Artistas Jovens

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Paulo Brandão (Director da Casa das Artes), Leonel Rocha (Vereador da Cultura), Armindo Costa (Presidente da Câmara Municipal) e Jorge Paulo Oliveira, durante a conferência de imprensa
A Câmara Municipal, apresentou na passada sexta-feira, dia 17 de Fevereiro, em conferência de imprensa, o Projecto ‘Jovens Artistas Jovens’. Trata-se de uma iniciativa nacional, liderado pelo Centro Cultural de Belém, de Lisboa, e que no concelho de Vila Nova de Famalicão será promovido pela Casa das Artes, resultado de uma ideia já existente noutros países europeus e que pretende, em termos gerais, apoiar os jovens artistas, apurando um conhecimento da sua real situação e integrando-os em estruturas culturais a nível nacional. Na conferência de imprensa que decorreu no café-concerto da Casa das Artes, marcaram presença, para além de Armindo Costa, Presidente da Câmara Municipal, os vereadores da Cultura e da Juventude, Leonel Rocha e Jorge Paulo Oliveira, respectivamente, e o director da Casa das Artes, Paulo Brandão. “Este projecto surge de uma necessidade fundamental de conhecer o terreno em profundidade e de saber quem são os artistas jovens que existem no país, que projectos têm eles, que dificuldades enfrentam e que possibilidades existem de os colocar na cena artística nacional e internacional”, referiu o presidente da Câmara, acrescentando que “perante objectivos tão actuais, o município de Vila Nova de Famalicão não poderia ficar afastado de um projecto tão ambicioso e tão genuíno”. Neste sentido, Armindo Costa assinalou que “um dos objectivos do pelouro da Cultura, a par do trabalho desenvolvido pela Casa das Artes, é precisamente criar condições para que os jovens famalicenses desenvolvam os seus projectos nas diversas áreas artísticas, um desígnio que coincide com os objectivos cimeiros do Projecto ‘Jovens Artistas Jovens’”, salientou. A adesão do Município de Famalicão e da Casa das Artes ao Projecto “Jovens Artistas Jovens” “honra a política cultural da Câmara de Famalicão, pois constitui mais uma oportunidade para promover a livre expressão artística dos nossos jovens”, salientou ainda o autarca, explicando que “a presença de Famalicão neste projecto tem todo o sentido quando temos uma Casa das Artes que é um espaço cultural de referência nacional e mesmo internacional”. Armindo Costa aproveitou ainda a oportunidade para referir alguns exemplos de iniciativas municipais que seguem as mesmas linhas deste projecto nacional, como a Mostra de Teatro Amador, a Semana da Juventude, a Festa do Associativismo e Juventude, o Festival da Canção Infanto-Juvenil, o apoio à edição de livros, o Projecto das Maletas Pedagógicas, os Ateliers de Construção de Instrumentos, os Ateliers de Escrita Criativa, os Concursos de Cinema e Vídeo, os Concertos Pedagógicos, etc... O projecto “Jovens Artistas Jovens” pretende, acima de tudo, conhecer quem são os artistas jovens que existem no nosso país, que projectos têm, que dificuldades enfrentam e que possibilidades existem de os colocar na cena nacional e internacional. Não basta, por isso, elaborar projectos que tenham como objectivo final a entrega de um prémio, pois a iniciativa não prevê qualquer recompensa pecuniária, sendo mais producente oferecer a possibilidade de um acompanhamento gradual do trabalho artístico e ainda a sua produção. O projecto ”Jovens Artistas Jovens” tem como objectivo final a produção de três trabalhos artísticos apresentados por jovens e apoiados, ao longo de um ano, por várias estruturas nacionais e por inúmeros artistas. Os trabalhos devem ser apresentados até dia 31 de Março. Podem ser apresentados trabalhos na área das artes do palco, desde teatro, dança, teatro de marionetas, teatro de objectos, novo circo, e outros projectos que se façam valer destas linguagens artísticas e também de projectos que se destinem ao público jovem. Os interessados podem consultar mais informações em www.ccb.pt. Para Armindo Costa, “independentemente do número de candidaturas que venham a ser apresentadas ao projecto vale a pena destacar, desde já, uma vitória antecipada da Câmara de Famalicão, baseada no trabalho em rede da Casa das Artes com instituições culturais portuguesas de grande mérito”.

Boletim Jovem Municipal

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Visita à Rádio da Escola D. Sancho I
Uma revista feita por jovens e para jovens. A notícia foi divulgada por Jorge Paulo Oliveira, Vereador da Juventude, aos alunos da Escola D. Sancho I, no âmbito da visita "Ponto de Encontro”. O Boletim Jovem Municipal que a autarquia pretende editar, será uma publicação de periodicidade semestral, destinada a divulgar as iniciativas, os projectos e as actividades das associações de estudantes e das associações juvenis do concelho, onde o corpo editorial, os textos e a concepção gráfica terá uma fortíssima participação dos jovens, disponibilizando a Câmara Municipal os seus recursos humanos, técnicos e financeiros, quer na edição, quer na distribuição da revista.

Cartão Jovem Municipal renovado

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Alunos da Escola Secundária D. Sancho I
Os jovens famalicenses vão ter ao seu dispor um renovado Cartão Jovem Municipal. A novidade foi avançada pelo vereador da Juventude da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Jorge Paulo Oliveira, durante o encontro com a Associação de Estudantes da Escola D. Sancho I, ocorrido no passado dia 13 de Fevereiro. Dando sequência à experiência piloto do Cartão Jovem Municipal, este assumirá a natureza do Cartão Jovem Co-Branded, aglutinando num só documento todos os benefícios e vantagens do Cartão Jovem Nacional (Cartão Jovem Euro<26) com o Cartão Jovem Municipal. Com esta nova modalidade, os jovens famalicenses vêem acrescer às habituais vantagens do cartão municipal, a possibilidade de usufruir com o mesmo cartão, as regalias previstas a nível nacional. O Cartão Jovem Euro<26 é uma iniciativa de âmbito nacional e forte vocação europeia, que proporciona aos jovens dos 12 aos 26 anos (exclusive), um conjunto de vantagens tais como descontos, reduções, isenções ou serviços exclusivos, prestados por empresas públicas ou privadas, autarquias e associações. O cartão Euro<26 é utilizado em mais de 31 países da Europa, com 3.000.000 de portadores e 200.000 empresas aderentes. O portador de um Cartão Jovem Euro<26 beneficia, em qualquer um destes 31 países aderentes, das mesmas vantagens que neles usufruem os seus portadores nacionais.

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

"PONTO DE ENCONTRO" nas Escolas Camilo Castelo Branco e D. Sancho I

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Escola Camilo Castelo Branco

Escola D. Sancho I
A Câmara Municipal esteve de visita, nos dias 6 e 13 de Fevereiro, às Escolas Camilo Castelo Branco e D. Sancho I, no âmbito da iniciativa intitulada "Ponto de Encontro" organizada pelo pelouro da Juventude. As visitas que contaram com as presenças de Jorge Paulo Oliveira, Vereador da Juventude e Leonel Rocha, Vereador da Educação, tiveram por objectivo criar uma maior proximidade da autarquia junto do movimento estudantil do concelho, tomar conhecimento dos projectos, iniciativas e das dificuldades das respectivas Associações de Estudantes e em simultâneo, divulgar as medidas em curso do município em matéria de politica de juventude.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Câmara vai instalar radares de controle de velocidade

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A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão vai instalar radares de controle de velocidade em algumas das principais vias rodoviárias que atravessam a cidade. A adopção desta medida de acalmia de tráfego tem por objectivo aumentar os padrões de segurança rodoviária, sem as desvantagens conhecidas de outras medidas de que são exemplo as soluções semafóricas ou a colocação de lombas redutoras de velocidade. As primeiras pelos efeitos negativos que, por vezes, acarretam à desejável fluidez da circulação rodoviária. As segundas pelo excesso de ruído e trepidação que provocam nas habitações situadas nas imediações, sem esquecer as dificuldades criadas a ambulâncias e os riscos que potencia quanto aos doentes ou sinistrados socorridos. A colocação de radares de controle de velocidade, incorporando as novas tecnologias e que tenham como consequência o levantamento de autos de contra-ordenação para quem não cumpre o Código da Estrada é a solução que obstando aqueles aludidos inconvenientes, resolve mais eficazmente os problemas da falta de segurança rodoviária, em algumas artérias da cidade, com as conhecidas e comprovadas vantagens em termos ambientais. Trata-se de uma medida bem mais dispendiosa que as alternativas citadas, mas é um preço que deve ser pago, em nome da segurança. Convém nunca esquecer que a tendência geral é para se circular a mais de 70 quilómetros dentro das cidades e a esta velocidade um atropelamento dá morte certa. As artérias escolhidas pela autarquia são as movimentadíssimas Avenidas Dr. Carlos Bacelar, General Humberto Delgado, 9 de Julho e Avenida de França. O processo está ainda numa fase embrionária, com a consulta informal a diversas empresas que prestam serviços, fabricam e comercializam este tipo de equipamentos. A data provável para a sua colocação será o final do corrente ano. A novidade foi avançada, na Escola Secundária Camilo Castelo Branco, no passado dia 6 de Fevereiro, no decorrer da iniciativa “Ponto de Encontro” que reuniu os vereadores Jorge Paulo Oliveira (Juventude) e Leonel Rocha (Educação) com a Associação de Estudantes e Delegados de Turma, daquele estabelecimento. FOTO: Semanário “Opinião Pública”, edição de 09.02.2006.

domingo, fevereiro 19, 2006

AZIMUTE - Aposta sem Futuro

. Apostar no descrédito do sistema partidário ou, pelo menos, na falta de credibilidade dos principais partidos, é uma aposta sem futuro. Muitos têm sido aqueles que procuram centrar a sua intervenção pública na falta de credibilidade na classe de agentes políticos. Outros foram mais longe e tentaram mesmo mostrar que a população não encara os políticos como gente séria. A prática tem revelado, no entanto, que os dividendos são escassos para todos aqueles que prosseguem este tipo de intervenção. Mesmo ao nível de eleições autárquicas. Os partidos políticos, sendo o principal suporte da democracia, são absolutamente imprescindíveis na actividade política, como escrevia Henrique Monteiro, na edição do “Expresso” da passada semana: “Por todo o mal que se possa dizer dos partidos – e muito há a dizer, certamente –, jamais se viu uma sociedade livre que não assentasse a sua existência numa democracia pluripartidária. Terá todos os defeitos do mundo, mas tem uma virtude que supera largamente esses defeitos: a nossa liberdade como indivíduos”.
Tal não significa que não haja lugar, fora das estruturas partidárias, para iniciativas políticas da sociedade civil, para os movimentos cívicos. Pelo contrário, são sempre bem vindos. Não há democracia sem partidos, mas ela não é propriedade dos partidos. O que não há lugar, ou pelo menos estarão condenados ao fracasso, são os movimentos cívicos como aquele que alguns dos apoiantes de Manuel Alegre se apressaram a criar. Primeiro, porque ao não prosseguir uma causa específica, mas antes uma causa geral, não é um movimento cívico, mas antes um verdadeiro movimento partidário. Segundo, porque tem na sua génese, ainda que encapotadamente, uma aposta no descrédito do sistema partidário. Esta é uma aposta que já foi tentada no passado, nos anos 80, mas o partido que então surgiu à sombra dessa bandeira acabou, em poucos anos, por desaparecer da cena política. Artigo publicado no semanário “Opinião Pública”, edição de 9 de Fevereiro de 2006.

sábado, fevereiro 18, 2006

Troféu Nacional de Trial Indoor

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Cerca de mil e quinhentas pessoas assistiram, no passado fim-de-semana, à segunda jornada do Troféu Nacional de Trial Indoor, que decorreu no Pavilhão Municipal de Vila Nova de Famalicão. Num percurso constituído por cinco zonas "normais" – concebidas com recurso a pneus, manilhas de cimento, pedras, bobines em madeira e caixas metálicas gigantes –, uma zona "paralela" e uma de "salto em altura", o piloto André Garcia impôs a sua autoridade, saindo vencedor do Troféu. André Garcia começou o seu domínio logo na primeira volta, que apurou três pilotos para uma última ronda e classificou os restantes. Garcia obteve então 6 pontos, contra 11 de Pedro Maia e 14 de João Sousa, que confirmou o apuramento na derradeira zona, a "paralela", onde entrou empatado com João Ribeiro que somou mais um ponto e acabou com 15. Mais distante, com 21 pontos, ficou o quinto classificado, João Vigário, seguido de Daniel Sousa, com 22 pontos e Nuno Santos, com 27, que fecharam a tabela classificativa. Os três qualificados para a ronda final enfrentaram os obstáculos em sentido contrário, e André Garcia voltou a demonstrar supremacia, obtendo apenas a penalização máxima, 5 pontos, numa zona onde os seus rivais não tiveram melhor desempenho. Garcia totalizou 9 pontos, contra os 14 de João Sousa, segundo classificado, e os 23 pontos de Pedro Maia. Após as duas jornadas, Paços de Ferreira e Famalicão, o Troféu é liderado por André Garcia, da equipa “Gas Gás”, com 20 pontos; seguido de Pedro Maia, da “Sherco”, com 14; João Sousa da “Scorpa” é terceiro, com 11 pontos; o quarto posto é ocupado por João Ribeiro, da equipa “Beta”, com 10 pontos; Daniel Sousa, da "Scorpa” é quinto, com 9; e o sexto posto da tabela é partilhado por Nuno Santos, da “Montesa” e João Vigário, da equipa “Gas Gás”, com 6 pontos. Esta segunda prova do Troféu Nacional de Trial Indoor, foi organizada pela Federação Nacional de Motociclismo (FNM) e pela “No Limite”, promotor ligado aos desportos radicais, com o apoio da Câmara Municipal. A autarquia esteve ao lado do evento “na sequência de uma política de promoção do desporto e neste caso, dos desportos motorizados, que no concelho reúnem muitos aficionados”, salientou o vice-presidente do município, Jorge Paulo Oliveira. A possibilidade do Trial voltar a Famalicão está em aberto, a cidade pode ser um novo “palco” à luz dos objectivos da promoção da modalidade, referiu Rui Castro, da Comissão do Trial da FNM.

sábado, fevereiro 04, 2006

Câmara marca "Ponto de Encontro" na Escola

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A Câmara Municipal inicia na próxima segunda-feira, 6 de Fevereiro, pelas 14h00, na Escola Camilo Castelo Branco, a primeira visita da iniciativa intitulada "Ponto de Encontro" organizada pelo pelouro da Juventude e destinada a criar uma maior proximidade da autarquia junto do movimento juvenil do concelho. Numa primeira fase da iniciativa, que irá decorrer entre Fevereiro e Abril, o vereador da Juventude, Jorge Paulo Oliveira, irá visitar os movimentos estudantis do concelho, sendo que posteriormente a iniciativa será alargada a todas as associações juvenis famalicenses. Para além de Jorge Paulo Oliveira, esta primeira visita de trabalho à Associação de Estudantes da Escola Camilo Castelo Branco irá contar com a presença do vereador da Educação, Leonel Rocha. Entre os diversos temas a abordar com os estudantes, o vereador da Juventude tem em agenda conhecer os projectos, iniciativas e as dificuldades da Associação de Estudantes e divulgar as medidas em curso da autarquia, designadamente as Bolsas de Estudo; a elaboração do Regulamento de Apoio às Associações; os benefícios do Cartão Jovem Municipal; as políticas para Juventude promovidas pelo município e ainda a temática da Universidade Júnior.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Habitação - Novo polidesportivo avança em Antas

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Alcino Cruz (Presidente da Junta de Freguesia de Antas), Cristiano Silva (Empreiteiros Casais, S.A.) Armindo Costa (Presidente da Câmara Municipal) e Jorge Paulo Oliveira, durante a assinatura do Auto de Consignação.
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A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão vai avançar com a construção de um novo recinto polidesportivo, no Loteamento Municipal Joaquim Malvar, um complexo habitacional que agrega cerca de 100 famílias, no lugar de Pinheiral, freguesia de Antas. A obra, que deverá arrancar já na próxima semana, foi entregue à empresa Empreiteiros Casais, S.A, pelo valor de 124.241,208 euros, tendo um prazo de execução previsto para três meses. O auto de consignação da obra foi assinado esta sexta-feira, 3 de Fevereiro, numa cerimónia que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho e contou com as presenças do presidente da Câmara Municipal, Armindo Costa, do vereador da Habitação, Jorge Paulo Oliveira, do presidente da Junta de freguesia de Antas, Alcino Cruz e do representante da empresa Empreiteiros Casais, SA, Cristiano Silva. Na sua intervenção, Armindo Costa salientou a importância da construção deste espaço polidesportivo "para as famílias que residem no loteamento do Pinheiral, mas também para toda a população desta zona da freguesia de Antas, que se encontra em franco crescimento". Para o autarca este "é mais um investimento no Desporto e na Juventude famalicense". Lembrando que "em apenas quatro anos, a Câmara Municipal já construiu dez novos polidesportivos no concelho e proporcionou o melhoramento de muitos outros parques desportivos espalhados pelas diversas freguesias", Armindo Costa referiu que "a construção de zonas de lazer e desportivas próprias dos loteamentos habitacionais tem sido uma das principais preocupações da autarquia, na prossecução de uma política de melhoria continuada dos conjuntos habitacionais públicos da directa responsabilidade do município". Neste âmbito, através do Programa Municipal “Mudar de Casa, Mudar de Vida”, a Câmara Municipal já construiu polidesportivos no Loteamento da Quinta do Passal (Avidos), na Urbanização da Cal (Calendário), na Urbanização “Moinhos de Vento” (Fradelos) e avançou com a renovação e beneficiação do polidesportivo das Lameiras (Antas), estando ainda prevista a construção de um equipamento desportivo na Urbanização das Austrálias (Requião). A finalizar, Armindo Costa relembrou que "a nossa meta é disponibilizar um pavilhão gimnodesportivo para cada dez mil habitantes, pelo menos um polidesportivo em cada freguesia e uma piscina por cada 20 mil habitantes. Estamos a trabalhar nesse sentido!", concluiu.

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Conselho Municipal de Juventude

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Os principios orientadores para a elaboração do Regulamento de Apoio às Associações Juvenis, Associações de Estudantes e Grupos de Jovens, suscitou amplo interesse e debate dos representantes
Teve lugar, na passada quinta-feira, dia 26 de Janeiro, a primeira reunião do Conselho Municipal da Juventude de Famalicão, do actual mandato 2005/2009. O Conselho Municipal da Juventude de Vila Nova de Famalicão é um organismo concelhio que integra diferentes entidades, representativas do movimento associativo do concelho, tendo como principal objectivo debater e analisar temáticas, assim como adoptar medidas que venham de encontro às vivências, aos problemas e às necessidades dos jovens famalicenses, apoiando ainda a participação directa e dinâmica das associações juvenis nas iniciativas locais. Presidido pelo vereador da Juventude, Jorge Paulo Oliveira, o Conselho Municipal da Juventude, após a intervenção inicial do autarca que explanou sumariamente as diferentes iniciativas, programas e projectos a realizar no corrente ano nesta área, debateu nesta primeira reunião do mandato, os princípios orientadores para a elaboração do Regulamento de Apoio a Associações Juvenis, Associações de Estudantes e Grupos de Jovens. Segundo o vereador da Juventude, visa-se, com aquele documento “reforçar e estimular a participação dos jovens na vida associativa, criando-se as condições e meios necessários, através de diferentes modalidades de apoio, com critérios objectivos, à realização do trabalho das associações juvenis, de uma forma programada e enquadrada normativamente, aumentando-se, dessa forma e em simultâneo, o grau de transparência e de justiça no apoio prestado pela autarquia”. O documento que esteve em análise e suscitou o interesse e um amplo debate pelos representantes das associações juvenis, define as áreas de actuação a apoiar, as suas diferentes modalidades, os critérios de apreciação e de valoração das candidaturas, os prazos para a sua apresentação, a distribuição percentual dos financiamentos, a decisão e formalização dos apoios, as penalizações em caso de incumprimento e a obrigatoriedade de publicitação dos apoios concedidos. À margem da apreciação do documento, mas na sequência de uma interpelação, Jorge Paulo Oliveira, reafirmou o compromisso da autarquia, em instalar provisoriamente a Casa da Juventude, no primeiro semestre do corrente ano, entendida, como “sobretudo um espaço político, mais do que um espaço físico, impulsionador de toda a acção e iniciativa de juventude, que tutele toda a acção, dinâmica e organização inerente à implementação das políticas autárquicas de juventude”. Como espaço físico, a Casa da Juventude, será dotada de valências diversas tais como o espaço Internet, gab@jovem e centro de recursos para as associações juvenis. A reunião que terá continuidade, no próximo dia 7 de Fevereiro, para a formulação de parecer sobre as matérias constantes da agenda de trabalhos, foi ainda marcada pela eleição do primeiro e segundo secretários da Mesa, respectivamente, Mónica Gomes, da Associação Recreativa e Cultural de Antas e Nelson Rodrigues, da Associação de Estudantes da Escola Secundária D. Sancho I.

Melhoramentos no União Desportiva Bairrense

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Filipe Cruz (Presidente da Direcção da UDB), Leonel Rocha (Vereador do Desporto), António Ribeiro (Presidente da Junta de Freguesia de Gavião), Jorge Paulo Oliveira e Padre Domingos Machado, no momento da benção das renovadas instalações
A União Desportiva Bairrense, assinalou na tarde do passado sábado, dia 28 de Janeiro, os melhoramentos levados a efeito no seu recinto desportivo, designadamente no bar e parque infantil. Com sede no Bairro de S. Vicente, freguesia de Gavião, a colectividade fundada em 1977, tem um percurso marcado ao serviço do desporto e da juventude, revelando-se fundamental na ocupação dos tempos livres de crianças e jovens. Ao convívio, em representação da Câmara Municipal que comparticipou financeiramente as obras de renovação, com a atribuição de um subsídio de quatro mil euros, marcaram presença Jorge Paulo Oliveira, vice-presidente da autarquia e Leonel Rocha, vereador do desporto.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Câmara renova Acordo de Colaboração com a Associação de Moradores das Lameiras

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A convicção de que a gestão dos parques habitacionais públicos deve assentar na responsabilização colectiva e no envolvimento de todos os seus actores, aliada à certeza de que a obtenção de graus superiores de eficácia, em termos de agilização de procedimentos e celeridade de decisões, se obtém pela maior proximidade dos decisores em relação aos bens a gerir, levou a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, por proposta de Jorge Paulo Oliveira, Vereador da Habitação, a celebrar com a Associação de Moradores das Lameiras um Acordo de Colaboração relativo à gestão daquele complexo habitacional constituído por 290 fogos e cuja titularidade passou para a autarquia na sequência da assinatura do “Auto de Cessão”, em 20 de Maio de 2004 com o IGAPHE. O 1º Acordo de Colaboração foi assinado em 2004 e renovado em 2005. No âmbito desse Acordo, tem sido concretizadas um conjunto de obras de conservação e de reabilitação do edificado e desenvolvido um conjunto de serviços de natureza social que vão desde o atendimento às famílias, visitas domiciliárias, realização de inúmeras acções de prevenção primária na área da toxicodependência, acompanhamento de situações de vulnerabilidade económica, social e até afectiva, promoção de diversas acções de carácter cultural e recreativo e de incentivo à participação e consciencialização dos moradores para o pagamento da renda. Fruto deste Acordo, foi possível manter em pleno funcionamento um Gabinete Social, via contratação de uma técnica superior de Serviço Social e de um escriturário a tempo parcial. O sucesso alcançado nos dois anos anteriores esteve na base da deliberação camarária da passada quarta-feira, dia 25 de Janeiro, por proposta do vereador Jorge Paulo Oliveira, de renovar o Acordo de Colaboração com a AML para o ano de 2006, sujeito a um novo Plano de Acção Global, que obrigará à transferência financeira mensal de 8.840,00 € por parte da Câmara Municipal para aquela conhecida e dinâmica associação.

Câmara e ACIF abordam Publicidade e Sinalética Comercial

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Jorge Paulo Oliveira, vice-presidente da Câmara Municipal, responsável pelo licenciamento de publicidade no município, reuniu, no final da manhã de hoje, com António Peixoto, Presidente da Associação Comercial e Industrial de Vila Nova de Famalicão (ACIF). O encontro que ocorreu na sede daquela instituição teve, por finalidade abordar a temática do licenciamento publicitário no concelho e a sinalética comercial na cidade, tendo em vista eventuais alterações à regulamentação vigente e o desenvolvimento de um projecto implementativo e inovador de sinalética urbana centrada na actividade comercial.

AZIMUTE - Descarga Eléctrica

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O Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, veio a Vila Nova de Famalicão apadrinhar o lançamento do Programa TII – Tecnologia, Inovação e Iniciativa, destinado à formação de desempregados do sector têxtil ao nível das técnicas base de trabalho com um computador, resultado de uma parceria entre a Microsoft Portugal e o Citeve. Agora que o silêncio imposto aos ministros foi levantado, desde que não escrevam artigos de opinião, acreditei que Vieira da Silva aproveitasse a oportunidade para, ainda que sumariamente, melhor explicitar esse grande “desígnio nacional”, a que José Sócrates chamou de “choque tecnológico”. Mas nada. Nem uma palavra proferiu sobre o tema, nem sobre a sua transformação em “Plano Tecnológico”, a nova terminologia usada, certamente por se revelar mais consentânea com a responsabilidade governativa. Mesmo que a grande maioria dos portugueses ainda não tenha percebido de que se trata afinal o tão propalado “choque”, o Ministro do Trabalho, porque não ache importante a “bandeira” do executivo socialista, ainda que a mesma incorpore eixos que o devessem preocupar, como a inovação, a tecnologia e a qualificação de recursos humanos ou porque tem bem presente o recente “choque” com o Ministro das Finanças a propósito da falência, em 2015, do sistema da segurança social, à cautela, preferiu omitir tal expressão e explicitação, não fosse provocar novos “choques governativos”. Há, porém, uma terceira hipótese. Puro constrangimento. Na verdade o “choque tecnológico”, não passa de um “choque sonoro” e de um “choque eléctrico”. Quando se apresentam 166 medidas de carácter avulso, muitas delas em andamento, ainda o Partido Socialista não tinha chegado ao poder, sem a participação nos trabalhos de elaboração, dos agentes a quem o “Plano” se dirige e que lentamente a todos vai desmobilizando, não é um “choque tecnológico”, mas antes um “choque sonoro”, um “sound bite” do moderno marketing politico. Uma intenção governativa que já provocou faíscas entre Manuel Pinho, Ministro da Economia, e Mariano Gago, Ministro da Ciência e Ensino Superior, porque o primeiro tutelava o “Plano”, mas usava as dotações financeiras do orçamento do segundo, levando ao afastamento dos dois, não é um “choque tecnológico”, mas antes um “choque eléctrico”. Um propósito do governo que “queima” os sucessivos dirigentes do projecto, de que o último exemplo foi a demissão da Unidade de Coordenação do independente José Tavares e sua substituição por Lebre Freitas, um simpatizante socialista, só pode ser considerado um “choque eléctrico”. Mas, para o Partido Socialista, muito pior que este “choque eléctrico”, foi o que ocorreu no passado domingo. Ao ter ficado há frente de Mário Soares, Manuel Alegre provocou seguramente, não um “choque eléctrico”, mas uma autêntica “descarga eléctrica”, e de alta voltagem, nos seus dirigentes. Artigo publicado no semanário “Opinião Pública”, edição de 27 de Janeiro de 2006

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Urbanização da Cal - Fachadas e coberturas vão ser reabilitadas

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Jorge Paulo Oliveira, José Maia (Presidente da Associação de Moradores da Cal) e Armindo Costa (Presidente da Câmara Municipal) aquando de uma visita à Urbanização

A Câmara Municipal tem vindo a dar passos firmes tendentes a aumentar a qualidade de vida e o grau de satisfação residencial dos moradores da Urbanização da Cal, na freguesia de Calendário, e mudar a má imagem formada sobre o mesmo e seus habitantes, a qual vinha perdurando, desde o primeiro dia do realojamento das famílias aí operado. Nesse sentido e no âmbito do Programa Municipal “Mudar de Casa, Mudar de Vida”, foram iniciadas e concretizadas todo um conjunto de intervenções, referentes a uma primeira fase, que passaram por:

  • Obras de ampliação e modernização do CICAL (Centro de Intervenção da Cal) num investimento de 50.000,00 €, que além da criação de novas salas e gabinetes, muniu aquela estrutura de novo mobiliário, equipamento informático e inclusive um parque infantil;
  • Obras de requalificação dos espaços exteriores do complexo, num investimento total de 150.466,00 €, que dotou a urbanização de novos passeios, novas zonas pedonais e de estacionamento, diversos muros de betão para evitar a ocorrência de desabamento de terras; uma nova de lazer; uma nova casa do correio; reforço expressivo da iluminação; construção de um canil e de um polidesportivo.

A Câmara Municipal vai agora avançar para a segunda fase das obras programadas, tendo aprovado, na reunião camarária de hoje, a proposta apresentada pelo Vereador de Habitação, Jorge Paulo Oliveira, que adjudicaria a empreitada atinente à substituição integral das coberturas, reparação das fachadas e dos muros de vedação dos logradouros. O vencedor do concurso público foi a firma COMBITUR – Construções Imobiliárias e Turísticas, S.A., a quem a empreitada foi adjudicada pelo valor de 208.746,16 € + I.V.A.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Grupo Recreativo de Avidos e Lagoa inaugura nova Bancada

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A nova bancada do GRAL

Jorge Paulo Oliveira no uso da palavra, acompanhado por Avelino Lemos, à esquerda (Presidente da Direcção do GRAL), Mário Vidal (Associação de Futebol de Braga) e Marco Magalhães (Adjunto do Vereador do Desporto)

O Grupo Recreativo de Avidos e Lagoa, inaugurou no passado sábado, dia 21 de Janeiro, a bancada nascente e outros melhoramentos no seu campo de jogos, sito na freguesia da Lagoa. Para além dos dirigentes associativos da colectividade, a cerimónia de inauguração contou com as presenças do vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Jorge Paulo Oliveira, Mário Vidal em representação da Associação de Futebol de Braga, dos secretários das juntas de freguesia de Avidos e Lagoa, e ainda de muitos sócios, atletas e simpatizantes do clube, que não quiseram perder a oportunidade de se associarem ao acto solene. Na sua intervenção, Jorge Paulo Oliveira elogiou a capacidade concretizadora da direcção da colectividade, referindo que “o mérito de um clube não se mede pelos êxitos desportivos, mas sim, pelas oportunidades da prática de desporto que cria, pelas infra-estruturas que realiza e pela formação dos jovens que prossegue. O GRAL é uma associação com mérito, pois são precisamente esses os objectivos que orientam a sua actividade”. Jorge Paulo Oliveira lembrou ainda a aposta do município no desenvolvimento de uma politica municipal centrada no desporto para todos. Desde logo a começar nas crianças do 1º ciclo do ensino básico, através do projecto de “Educação Motora-Infantil”, nos mais idosos com a iniciativa “Mais e Melhores anos”, dos cidadãos portadores de deficiência com o projecto “Desporto é Tudo”, no apoio ao movimento associativo, nas vertentes competição, lazer e melhoramento das infra-estruturas, e finalmente, na construção de equipamentos desportivos por administração directa da câmara municipal. A este propósito, Jorge Paulo Oliveira, recordou os avultados investimentos que a autarquia tem em curso, citando como exemplos o novo complexo de Piscinas de Ribeirão, o Pavilhão Gimnodesportivo de Vermoim e a nova cidade desportiva. Com sede na Freguesia de Avidos e campo de Jogos na Freguesia de Lagoa, o GRAL, fundado em 1975, é uma colectividade que tem desempenhado um importante papel no desenvolvimento social e desportivo daquelas localidades. Com a equipa sénior, actualmente a militar na I Divisão da Associação de Futebol de Braga, o Grupo Recreativo de Avidos e Lagoa não deixa, porém, de trabalhar a componente desportiva de formação, já que conta com uma equipa de juniores, possibilitando, desta forma, a prática de uma modalidade desportiva dos mais jovens destas duas Freguesias. Depois de em 2003, a autarquia ter adquirido por 50.000 €, o terreno do campo de jogos, anteriormente arrendado, comparticipou ainda as actuais obras de melhoramento das infra-estruturas com a atribuição de um subsídio de 22.500 €.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

AZIMUTE - Entendam-se meus senhores

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A regulamentação dos horários de funcionamento das actividades de lazer e diversão nocturnas sempre foi uma matéria problemática. A livre iniciativa privada, o repouso e o divertimento, são direitos contraditórios, cuja conciliação é sempre difícil. Em 2002, pela mão do vereador Durval Tiago Ferreira, procurando conciliar tais interesses e pôr cobro à anarquia reinante, fruto das desmedidas autorizações ocorridas nos últimos anos, da abertura de bares e cafés em zonas exclusivamente habitacionais, a funcionar na sua grande maioria com horários desajustados, atentando contra a qualidade de vida dos moradores, mas também dos interesses dos utentes e dos próprios exploradores, elaborou a autarquia nova regulamentação para o sector. Esta, entre outras alterações, reclassificou os estabelecimentos em novos grupos, com possibilidades de horários diferentes, definiu limites de horário distintos entre os dias de semana, fim de semana e vésperas de feriado, alargamento de horários em épocas festivas tradicionais e durante o período de verão. Como regra geral, o horário de funcionamento dos cafés, cervejarias, bares, pubs e outros estabelecimentos afins, foi fixado até às 24 horas de domingo a quinta-feira e até às 2 horas do dia imediato de sexta-feira, sábado e véspera de feriado. Estes horários podiam ser alargados ou restringidos atentos determinados condicionalismos. Os vereadores do PS não viram qualquer inconveniente na proposta e votaram-na favoravelmente. Mas cedo foram publicamente desautorizados pelos camaradas que, até à exaustão, defenderiam as duas horas da manhã como a regra a observar na fixação do horário de encerramento daqueles estabelecimentos. A JS pela voz de André Costa, argumentava que à meia-noite, ainda era cedo para as pessoas saírem do café. Impunha-se, por isso, ajustar os horários à realidade do século XXI. Reis Campos, agora deputado municipal pelo PS, alertava para o problema da segurança pública, afirmando que se a proposta do executivo fosse aprovada pela Assembleia, teria medo de passear em Famalicão a partir da meia-noite, pois a cidade estaria morta. Santos Oliveira, o líder da Comissão de Gestão do PS Local (?), mais contundente, escrevia sarcástica e ironicamente no Jornal “Vila Nova” que, era bom viver em Famalicão, porque passaria haver “recolher obrigatório”, congratulando-se com a existência de variantes e auto-estradas que facilitariam as deslocações “à Trofa, ou a Braga, ou à Póvoa de Varzim ou mesmo ao Porto tomar um café ou comer uma tosta mista”. Segundo este “Do lema: Famalicão Terra de Amigos, passaremos a ter o lema, Famalicão Fujam Desta Terra Amigos!”. Perante tais argumentos, era expectável que os vereadores do PS, embora discordando da actual regulamentação, mas porque condizente com linha de pensamento socialista, votassem favoravelmente todas as propostas de alargamento excepcional dos horários para as referidas duas horas da manhã. Puro engano. Desautorizados, desautorizam, votando, nas últimas reuniões do executivo, contra algumas propostas nesse sentido, mesmo que fundamentadas em pareceres favoráveis da Junta de Freguesia e da PSP. Argumento: Estão inseridos no meio de uma vasta zona habitacional, potenciador de reclamações de vizinhança.
É caso para dizer, entendam-se meus senhores … Artigo publicado no semanário “Opinião Pública” edição de 20 de Janeiro de 2006.

85º Aniversário do Sporting Clube de Braga

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O Sporting Clube de Braga, realiza hoje à noite, no Casino da Póvoa de Varzim, o Jantar de Encerramento do 85º Aniversário da fundação do clube. Em finais de 1919, princípios de 1920 foi pensado e organizado um clube que se viria a chamar o Sporting Clube de Braga. Foi fundado por um grupo de jovens, na sua maioria estudantes, donde se destacaram Celestino Lobo, Carlos José de Morais, os irmãos Carvalho, Eurico Sameiro, Costinha, João Gomes, (que viria a ser o primeiro presidente) e ainda Joaquim de Oliveira Costa. O SCBraga, inicialmente, não teve as cores que tem hoje. Foram escolhidas para as suas camisolas as cores verde e branca (mais tarde, por influência de José Szabo, antigo treinador do clube, foi sugerido um equipamento à semelhança do Arsenal de Londres, o que se mantém até hoje). Foi assim que o grupo se apresentou no campo do antigo Colégio de Espírito Santo para o seu primeiro jogo de grande categoria com a Algés e Dafundo. Pode afirmar-se que começou aí uma vida nova para o futebol da região bracarense. Pouco depois, em 19 de Janeiro de 1921, surgem os primeiros estatutos, daí que se tenha escolhido esta data como a do verdadeiro nascimento. Em representação da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Jorge Paulo Oliveira, vice-presidente da autarquia, marcará presença no jantar comemorativo.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Famalicão, Autarquia Amiga da Familia

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Em comunicado recentemente emitido, a Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN), distinguiu a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, como uma Autarquia Amiga da Família, advinda do facto de praticar no tarifário de água, uma tarifa específica para as famílias numerosas. Apesar de a Câmara de Famalicão praticar a tarifa familiar desde 2004, só agora a APFN teve conhecimento do facto, o que levou esta associação a acrescentar o município famalicense na lista das “Autarquias Amigas da Família”. Em Vila Nova de Famalicão, o tarifário da água para agregados familiares com 4 e 5 elementos é de, nos primeiros 16 m³ 0,70 euros, e nos m³ seguintes de 1,47 euros. Para agregados familiares superiores a 5 elementos o tarifário para os primeiros 22 m³ é de 0,70 e para m³ seguintes de 1,47 euros. No total são já 18 as autarquias que aderiram à proposta da APFN para alterar o tarifário da água para agregados maiores. Para além de Vila Nova de Famalicão contam-se também os municípios de Vila Nova de Gaia, Leiria, Torres Vedras, Sintra, Coimbra, Lisboa, Porto, Ribeira Grande, Condeixa, Aveiro, Portimão, Évora, Vila Real, Ponta Delgada, Viseu, Câmara de Lobos e Odemira. No comunicado, que está patente no site da APFN – www.apfn.com, esta associação afirma que “este exemplo deve ser também seguido pela Assembleia da República e pelo Governo Central”, apelando ainda “à adopção de medidas de apoio à natalidade”.

Ciclo de Conferências: Lutas Académicas e Estudantis

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Arranca amanhã em Vila Nova de Famalicão, no Museu Bernardino Machado, o novo ciclo de conferências que irá decorrer durante cerca de dois anos, dedicado às “Lutas Académicas e Estudantis: Do Liberalismo ao Estado Novo”. O Professor Luís Reis Torgal abre o ciclo de conferências, abordando uma síntese do que foram os movimentos estudantis, em Portugal, “do Liberalismo ao Estado Novo: praxe e festa, privilégios e poderes”. O novo ciclo de conferências, passará em revista e de forma cronológica alguns dos mais importantes episódios das lutas académicas, que eclodiram em várias cidades portuguesas, nos séculos XIX e XX, contando para isso com a presença dos mais prestigiados conferencistas nacionais. O historiador Luís Reis Torgal é professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, sendo doutorado e agregado em História pela mesma Universidade. Nasceu em Coimbra a 14 de Janeiro de 1942, sendo que actualmente exerce também funções de Coordenador Científico do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX / Universidade de Coimbra / Fundação para a Ciência e a Tecnologia (CEIS20). Entre outros cargos que desempenhou, foi membro do Senado da Universidade de Coimbra de 1989 a 2005, e director das revistas: Revista de História das Ideias (1983-2002) e Estudos do Século XX (2001-2004). Dos múltiplos trabalhos publicados destaca-se: “Tradicionalismo e Contra-Revolução. O pensamento e a acção de José da Gama e Castro, Coimbra, Seminário da Cultura Portuguesa, 1973”; “Ideologia política e teoria do Estado na Restauração, Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, 1981-1982”; “A Revolução de 1820 e a Instrução Pública, Porto, Paisagem, 1984”; “História e Ideologia, Coimbra, Minerva, 1989”; “A Universidade e o Estado Novo. O caso de Coimbra. 1926-1961, Minerva 1999” e “O Cinema sob o olhar de Salazar. Lisboa, Círculo de Leitores, 2000”, entre muitos outros.

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Jantar de Reis em Bairro

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A Paróquia de Bairro, realizou na noite de sábado, o habitual Jantar de Reis. A iniciativa implementada pelo Padre Mendes Carvalho em 2003 e agora prosseguida pelo novo Pároco da freguesia, Padre Mesquita, contou com a presença de cerca de 350 pessoas. Jorge Paulo Oliveira, Vice-Presidente da Câmara Municipal, como vem sendo habitual foi um dos convidados presentes no evento.

Programa TII - Tecnologia, Inovação e Iniciativa

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A MICROSOFT PORTUGAL e o CITEVE (Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal), procederam na tarde de hoje, ao lançamento do Programa TII – Tecnologia, Inovação e Iniciativa, destinado a desempregados do sector têxtil. O lançamento deste projecto, assinala o primeiro passo de um percurso que a Microsoft Europa assumiu no sentido de apoiar o objectivo de combate ao desemprego na UE25. O público-alvo desta acção é a população desempregada do sector têxtil, maioritariamente constituída por indivíduos com baixa taxa de escolaridade, idade superior a 45 anos e sem conhecimentos de informática. O Plano de Formação oferecido assenta no modelo UP “Unlimited Potential” da Microsoft e visa a aquisição de competências básicas ao nível das TIC, sendo complementado por sessões específicas de motivação para a formação/emprego e de divulgação dos mecanismos de inserção profissional disponíveis. Para além disso, o CITEVE promoverá a frequência pelos participantes de módulos com carácter tecnológico relacionados com o sector, com vista a facilitar a empregabilidade. As indústrias têxtil e do vestuário empregam actualmente mais de 200.000 pessoas e representam cerca de 15% das exportações portuguesas, mas têm vindo a sofrer fortes efeitos da globalização, com o consequente impacto ao nível do desemprego. A Microsoft e o CITEVE pretendem com esta iniciativa apoiar cerca de 4000 desempregados num período de três anos.

domingo, janeiro 15, 2006

Sessão Solene de Entrega de Diplomas da Universidade Lusíada

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Na tarde de ontem, o Grande Auditório da Casa das Artes encheu-se de professores, funcionários, convidados e alunos da Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão para a realização da Sessão Solene de Entrega de Diplomas aos Licenciados e Pós-graduados na no Ano Lectivo 2004/2005. A Sessão Solene, presidida pela Magnífica Reitora, Prof. Doutora Rosa Moreira, contou com intervenções de Eng. Jónio Reis, Antigo Aluno da Universidade Lusíada e actualmente Director de Produção da Blaupunkt; José Durães, Presidente da Associação Académica e do Prof. Dr. António Martins da Cruz , Chanceler das Universidades Lusíada. Além da Entrega de Diplomas, a cerimónia ficou marcada pela Entrega de Prémios aos Alunos e a assinatura de Protocolos de Cooperação. A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, esteve representada pelo seu Presidente, Armindo Costa, acompanhado dos vereadores Jorge Paulo Oliveira e Leonel Rocha.

Assembleia Municipal aprova Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2006

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Na passada sexta-feira, 13 de Janeiro, a Assembleia aprovou com 60 votos a favor, 13 abstenções e três votos contra as Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2006. Os votos favoráveis vieram das bancadas do PSD, PP e da totalidade dos Presidentes de Junta de Freguesia presentes (PSD/PP, PS e CDU). Abstiveram-se os deputados do PS e votaram contra os dois eleitos pela CDU e a deputada do BE. De entre as principais medidas consagradas pelo executivo camarário para as áreas da Habitação, Família, Juventude, Trânsito e Transportes, atenta a sua transversalidade, destacam-se: HABITAÇÃO

  • Construção da Urbanização das Bétulas (Calendário);
  • Construção da Urbanização das Austrálias (Requião);
  • Construção da Urbanização da Gábila (Gavião);
  • Construção de 15 novas habitações no Complexo Habitacional das Lameiras (Antas);
  • Promoção da construção de um novo complexo habitacional na zona sudeste do Concelho;
  • Infra-estruturação da Quinta de Rebordelo (Ruivães);
  • Promoção da infra-estruturação da Urbanização da Aldeia Nova (Cruz);
  • Conclusão das obras de requalificação da zona envolvente ao Complexo Habitacional das Lameiras;
  • Transformação das antigas instalações do Centro Social e Comunitário das Lameiras num espaço destinado às múltiplas valências daquela instituição;
  • Recuperação do edificado no Complexo Habitacional de Lousado;
  • Requalificação do edificado na Urbanização da Cal (Calendário);
  • Construção do polidesportivo e demais arranjos exteriores no Loteamento Municipal Joaquim Malvar (Antas);
  • Lançamento de um projecto de recuperação gradual do Bairro Francisco Simões (Joane);
  • Obras de melhoramento dos espaços exteriores da Quinta do Passal (Avidos);
  • Obras de melhoramento do Loteamento Municipal de Pitelas (Mogege);
  • Promoção do Projecto “Casa Solidária”;
  • Lançamento da 1ª Residência de Emergência do Município;
  • Lançamento do Projecto “Pintar a minha Casa”;
  • Lançamento do Programa de regime de Apoio Directo ao Arrendamento;
  • Dinamização do programa de Apoio a Estratos Sociais Desfavorecidos em Matéria Habitacional;
  • Promoção do programa de Incentivo ao Arrendamento Jovem desenvolvido pelo INH;
  • Promoção do Programa de Solidariedade e Apoios à Recuperação de Habitação (SOLARH);
  • Reforço da colaboração com as Associações de Moradores;
  • Incentivo à criação da Associação de Moradores na Urbanização Moinhos de Vento;

JUVENTUDE

  • Instalação provisória da Casa da Juventude;
  • Criação da Ecopista de Vila Nova de Famalicão;
  • Criação do Centro do Jovem Empreendedor;
  • Criação do Parque Aventura;
  • Elaboração do Programa de Apoio a Associações Juvenis, Associações de Estudantes e Grupos de Jovens;
  • Realização da IV Festa do Associativismo e Juventude;
  • Lançamento do Cartão Euro <26>
  • Lançamento do Boletim Informativo Jovem;
  • Lançamento do Guia do Associativismo Juvenil;
  • Lançamento do Projecto “Geração Mais”, que tem como principal objectivo o encaminhamento profissional;
  • Realização de Colónias de Férias Temáticas;
  • Lançamento do Projecto “Escola de Verão”;
  • Realização de acções de formação para dirigentes e outros agentes associativos;
  • Definição de uma quota para jovens casais na atribuição de habitações ou de lotes inseridos nos projectos habitacionais promovidos pelo município;
  • Concepção da Agenda 21 do Município de Vila Nova de Famalicão;
  • Promoção da nova cidade desportiva;
  • Construção das Piscinas da Vila de Ribeirão;
  • Construção do Pavilhão Gimnodesportivo de Vermoim;

FAMILIA

  • Implementação do Projecto “E-qualidade” junto das organizações prestadoras de serviços sociais;
  • Implementação do Projecto de Famalicão para a Integração (PROFIT);
  • Promoção da inclusão social das pessoas idosas e da solidariedade entre gerações;
  • Plano Municipal contra a Violência Doméstica;
  • Implementação do Projecto “Recriar o Futuro”;
  • Dinamização da Luta contra a Toxicodependência;
  • Dinamização dos Projectos “Crescer a Brincar” e “Entre Todos”;

TRÂNSITO E TRANSPORTES

  • Pugnar pela concretização da variante à EN 14, vulgarmente denominada como Variante Poente;
  • Criação de condições para o prolongamento da Variante nascente no sentido poente;
  • Defesa da concretização da Via Intermunicipal Vila Nova de Famalicão-Trofa;
  • Desclassificação dos troços das estradas nacionais e regionais inseridos no perímetro urbano;
  • Renovação e modernização das avenidas Marechal Humberto delgado, Dr. Carlos Bacelar e dos Descobrimentos;
  • Elaboração de um Plano Rodoviário Municipal;
  • Elaboração de estudos sobre a circulação e o ordenamento do trânsito;
  • Dinamização do Projecto de Prevenção Rodoviária.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

AZIMUTE - A Assembleia que não existe

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Sucedâneo das antigas Juntas Distritais, dispõe a lei que, haverá em cada Distrito uma Assembleia Distrital, com funções deliberativas, composto pelos Presidentes de Câmaras e Assembleias Municipais e um presidente de Junta de Freguesia, por cada concelho. Criada 1977, com a primeira lei das autarquias locais, e reformulada em 1991, a sua génese teve como objectivo alimentar o aparecimento de verdadeiros “fóruns do distrito”, espaços privilegiados de discussão de aspirações e problemas, de união de esforços e de vontades dos autarcas em torno das questões comuns, que poderia, inclusive, desempenhar o papel de “lobby” junto do Poder Central. Porém, fruto de vicissitudes várias, estes órgãos têm vindo a perder peso político. As sucessivas reformas legislativas esqueceram-na de forma negativa, as suas atribuições são parcialmente desenvolvidas pelas grandes áreas metropolitanas e comunidades urbanas e as muitas quezílias politico-partidárias dos seus membros inviabilizam a possibilidade de se gerarem consensos distritais. A dificuldade da sua qualificação jurídica contribui também para o lento definhamento. Pese embora possuírem um cariz semelhante ao de uma organização de coordenação inter-municipal, as Assembleias Distritais não são autarquias, nem associações de municípios, pelo que fica a dúvida sobre a sua verdadeira natureza. Não obstante a generalidade das Assembleias Distritais reunirem regularmente, o desprestígio generalizado e o pouco peso político que representam, tem conduzido ao aparecimento de duas correntes de opinião. Naquelas que, apesar dos escassos recursos económicos e de meios técnicos e humanos, são capazes de desenvolver diversas iniciativas, predomina a tese da sua manutenção enquanto não avançar a regionalização. Nas outras, que raramente reúnem e nenhuma iniciativa têm concretizado, prevalece o entendimento de que este órgão representa os restos mortais de uma miragem passada, vazio de competência e utilidade, que justificam plenamente o seu desaparecimento. Nessa linha de pensamento a Assembleia Distrital de Faro sugeriu ao Governo a sua extinção. No Distrito de Braga a inoperância deste órgão é gritante e constituirá provavelmente o pior exemplo do país. Apesar da imperatividade da lei, não reúne, pelo menos desde 1994. Não por falta de quórum ou de local apropriado, simplesmente, porque o Presidente da Câmara Municipal de Braga, o Sr. Engº Mesquita Machado, nunca a convocou como era e é sua obrigação. No Distrito de Braga não há correntes de opinião. Não há nada. O órgão só existe no papel. A indiferença generalizada e a mera passividade vão contribuindo para a ilusão reinante nos cidadãos que ao existir formalmente, o mesmo funciona. Era bom, que esta inoperância, indefinição e indiferença, que viola a lei e engana os eleitores não continuasse por muito mais tempo. Não é difícil. Basta haver assumpção de responsabilidades e coragem. Artigo publicado no semanário “Opinião Pública”, edição de 13 de Janeiro de 2006.

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Prémio "Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão"

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Arq. Nuno Filipe vence Prémio “Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão”
O Arq. Nuno Filipe Ortiga de Oliveira, residente na freguesia de Brufe, vai receber no próximo sábado, por ocasião da Sessão Solene da Entrega de Diplomas das licenciaturas e pós-graduações do ano lectivo 2004/2005, da Universidade Lusíada, o Prémio “Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão”, destinado a distinguir o melhor aluno do 5º Ano do Curso de Arquitectura. A proposta subscrita por Jorge Paulo Oliveira, foi aprovada hoje, na reunião da Câmara Municipal. A instituição deste prémio, de valor pecuniário de 500 €, é uma das vertentes do protocolo de colaboração celebrado entre a Câmara Municipal e a Universidade Lusíada, em 15 de Novembro de 2002, por ocasião da sessão solene de abertura do ano lectivo 2002-2003, tendo em vista dinamizar os laços de cooperação entre a esfera autárquica e a esfera académica, de modo a promover o desenvolvimento e o ordenamento do território, como dimensão basilar do desenvolvimento sustentado do concelho. Naquela data, Jorge Paulo Oliveira, vice-presidente da autarquia, conjuntamente com o Prof. Doutor Albino dos Reis, Vice-Reitor da Universidade Lusíada e o Prof. Doutor António Martins da Cruz, Presidente da Direcção da Cooperativa de Ensino, assinaram o documento que contemplaria ainda a obrigatoriedade do município possibilitar aos finalistas e recém-licenciados a participação em acções de formação por si promovidas, disponibilizar a cartografia e planos de ordenamento territorial de que disponha, apoiar a realização de trabalhos de projectos a desenvolver pelos alunos finalistas do curso de arquitectura, bem como trabalhos de estágio.

sábado, janeiro 07, 2006

III Encontro de Reis Sénior

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Centenas de idosos cumpriram a tradição dos Reis
O grande auditório da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão foi pequeno para acolher as centenas de idosos do concelho, que participaram no III Encontro de Reis Sénior, ocorrido na passada quinta-feira. Cumprindo a tradição de Cantar os Reis, os idosos, de sorriso estampado no rosto e provenientes dos diversos Centros Sociais do concelho, do Centro de Convívio de Famalicão e das turmas de ginástica do Projecto de Educação Física e Desporto denominado “Mais e Melhores Anos”, aproveitaram a oportunidade para relembrar algumas das mais antigas e mais bonitas cantigas dos Reis. Num ambiente marcado pela boa-disposição, entusiasmo, alegria e saudade dos tempos de outrora, que contagiou a assistência da Casa das Artes, os seniores famalicenses recordaram também toda a envolvência que rodeava a tradição de cantar os Reis e a maneira como era, muitas vezes, aproveitada para cortejar as raparigas solteiras, entoando serenatas em conjunto com as reisadas. O Encontro de Reis Sénior contou também com a presença do vice-presidente da Câmara Municipal, Jorge Paulo Oliveira que, salientando “a importância de preservar tradições como o Cantar dos Reis, passando as músicas de geração em geração, para que nunca se percam”, considerou os Reis Magos, como as figuras bíblicas que “melhor simbolizam a paz, a alegria, a concórdia, o amor, a solidariedade, a felicidade, a entrega, a partilha e a união dos povos, bem como o recomeço de uma nova etapa”, que transformam o tempo das festas, que ainda se vivem, “como a época mais bonita do ano a que ninguém consegue ficar indiferente”.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

BricoOnda

. A BricoOnda, novo espaço comercial de materiais de construção, bricolage e decoração, propriedade do Grupo FPF- Materiais de Construção, foi ontem inaugurado, na presença de centenas de convidados, entre os quais Jorge Paulo Oliveira, Durval Tiago Ferreira e José Manuel Santos, vereadores da Câmara Municipal. Localizada na freguesia de Cabeçudos, junto à Estrada Nacional 204 (Famalicão-Santo Tirso) esta nova loja, primeira do género em Famalicão, acompanha os novos conceitos de mercado proporcionando num só espaço tudo o que é necessário para os profissionais e grande público, efectuarem trabalhos de bricolage, decoração e construção.

quinta-feira, janeiro 05, 2006

AZIMUTE - Sem Emenda

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O PS parece conviver mal com actos eleitorais internos. Quase sempre redundam em denúncias da prática de ilegalidade, reclamações para os órgãos superiores do partido e, inclusive, o próprio recurso à via judicial. Vencedores e vencidos nunca têm a certeza que ganharam ou perderem, mas ninguém se dá por vencido. No PS as eleições parecem que nunca chegam ao fim. Veja-se o que aconteceu nas eleições para os órgãos nacionais da JS ou, mais recentemente, na eleição para a estrutura nacional das Mulheres Socialistas. A vencida recorre contra a vencedora, ao fim de seis meses a vencida é declarada vencedora, mas a novel vencida, recorre da novel vencedora. E não saímos disto. No Partido Socialista, em Famalicão, as coisas não são diferentes. Se alguém marca eleições, chovem logo denúncias de várias ilegalidades. Quem marcou o acto eleitoral não tinha competência para o fazer, a convocatória não cumpre os preceitos estatutários, as eleições não podiam ser antecipadas, as eleições não podiam ser adiadas, as eleições não podiam ser desmarcadas, os militantes X e Y não estavam inscritos, os militantes W e Z não tinham as quotas pagas, os militantes K e L votaram antes da hora, os militantes Q e T votaram depois da hora, as urnas abriram antes da hora, as urnas fecharam depois da hora, os cadernos eleitorais estavam falseados, etc, etc, Mas não fica por aqui tamanha confusão. Há quase quatro anos sem eleições internas, o PS de Famalicão nomeia uma Comissão de Gestão, para, findo o período de gestão, entrar em gestão corrente, para logo de seguida, renovar, por mais alguns meses, novo período de gestão, mas que muitos afirmam ultrapassar a suposta mera gestão. Anunciam-se eleições para o início de Novembro, que outros dizem só poderem ocorrer em Março, do ano seguinte, mas que acabam por ser marcadas para 17 de Dezembro, desmarcadas dois dias antes e adiadas para Fevereiro de 2006. Uns seguem a decisão da Federação Distrital, outros não. Se uns fecham a sede concelhia e as secções de voto em Ribeirão e Riba de Ave, outros há que prosseguem com o acto eleitoral. Instalam uma “roulote” no meio da rua, disponibilizam a urna e os boletins de voto e chamam o Notário. Uns contam os votos e cantam vitória, os outros acusam-nos de acto de subversão e de “golpe de Estado”. O recurso ao órgão jurisdicional nacional e aos próprios tribunais é invariavelmente o caminho apontado. Antes tivemos os “monizes” contra os “agostinhos”, mas enquanto decorreu a campanha eleitoral, ficamos a saber que os “monizes” estão agora com os “agostinhos”, os “alegres” e os “luíses” e os outros, que estavam mas já não estão com os “monizes”, afinal nunca foram “monizes“. Os amigos de outrora são agora inimigos. O ajuste de contas interno faz-se na praça pública. Uns acusam os outros de candidatura de “circunstância”, sem projecto e de estar às ordens de terceiros, estes respondem que os primeiros são “falsos democratas”, “irresponsáveis” sem ideias, “agentes da intriga e insulto”, que funcionam como “uma seita, num universo maquiavélico do poder e ambições pessoais”. Carlos Sousa, militante socialista, afirma que “a Secção de Famalicão do PS é hoje um pequeno laboratório do pior que se pode encontrar na política …”. È pena que assim seja. O Partido Socialista é fundamental para o regime democrático. Ao desacreditar-se, desacredita a política e os partidos políticos que são o suporte da democracia. É pena, mas este Partido Socialista definitivamente não tem emenda.
Artigo publicado no semanário "Opinião Pública", edição de 23 de Dezembro de 2005.